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Um soninho descansado

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


Felizmente não temos tido noites complicadas desde que o João Afonso nasceu. Houve uma noite ou outra mais complicada, mas hoje em dia ele já dorme 6/7 horas de seguida e praticamente não come de noite... Mas sei bem que noites difíceis fazem parte da vida dos pais... Encontrei este texto algures e achei que era tão bonito que decidi partilhar... é para dar ânimo nas noites mais difíceis! :)
"Esta noite acordei e estranhei o silêncio. Não havia barulho nenhum e pensei que o mundo tinha até acabado e tu te tinhas esquecido de mim. Pus a boca no trombone e tu apareceste. Ainda bem!

Fiquei tão feliz no calor do teu peito que acabei por adormecer antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que me ias pôr no berço, chorei de novo, mas não tentes negar: estavas com pressa para ir dormir outra vez.

Deste-me de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois trocaste-me a fralda. Estava tudo tão calmo, um silêncio, nós as duas juntinhas.

Estava óptimo e eu perdi o sono. Tu até foste compreensiva, mas começaste a bocejar e fizeste-me dormir. Eu não queria dormir. Talvez eu precisasse de mais dez minutos, meia hora.

Mas tu estavas mesmo decidida a dormir. Foste ficando nervosa e até chamaste o papá. Eu não queria o papá e todos fomos ficando muito irritados. No final de contas acordei a casa inteira cinco vezes. De manhã a nossa família estava com cara de quem saiu da discoteca. Acho que estraguei tudo.

Imagina, chegaste a dizer ao papá que eu estou com problema de sono. Eu não!

Tu é que me vens dar de mamar com pressa e eu sinto que não queres ficar mais tempo comigo.

Os adultos têm hora certa para tudo mas eu ainda não entendi essa do relógio e das tarefas estafantes que as pessoas grandes têm de fazer. Quando o meu corpo está com o teu, quero ficar do teu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus três meses ainda não descobri que tu és uma pessoa e eu sou outra.

Um dia, eu vou sair por aí, vou saber telefonar mas posso-te deixar doida só por não saberes o que ando a fazer e então vais entender como me sinto agora.

Mas não precisamos dessa guerra mamã! Até lá poderemos nos entender através das palavras.

Sinto a angústia da separação, pois acabei de viver uma das grandes. Tu também, mas vives tudo isso como adulta consciente. Eu ainda vivo no inconsciente.

Por enquanto a nossa comunicação directa fica restrita aos nossos sentimentos inconscientes. Eu não sei nada, tudo é novo para mim. Tu podes até achar que não sabes nada e que tudo é novo para ti, mas eu vou aprender o que tu me ensinares através da tua sensibilidade, dos teus sentimentos em relação a mim.

Sabes, mamã, se queres um conselho, vou dar-to: quando eu chorar à noite, não saltes logo para o meu berço desesperada, como se o mundo fosse acabar. Espera um pouquinho, respira profundamente, ouve o meu choro até que ele atinja o teu coração. Sente o teu tempo, acorda como deve ser e vem-me buscar. Abraça-me devagar, não acendas a luz, fala bem baixinho e dá-me o teu peito para eu mamar. Depois de eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois nós, bebés, somos muito sensíveis aos sentimentos dos adultos, especialmente os das mamãs. Se eu sentir que tu estás com pressa, sou capaz de armar a maior confusão, mas se esperares até ao meu segundo suspiro, quando os meus olhos ficarem bem fechados, as minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim podes me colocar de volta no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez.

Conforme fores desenvolvendo a tua paciência, eu estarei a desenvolver a minha tranquilidade e nós não teremos mais noites infernais; apenas noites de mamã/bebé, que um dia passam, como tudo na vida."

Serão as famosas birras de sono?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011


Não me canso de repetir que adoro ser mãe, todos os dias aprendo coisas novas, todos os dias aprendo a lidar com as novas situações que vão surgindo, é que por mais cursos de preparação para o parto que se façam, não há aulas que cheguem para nos ensinar a ser mães ou pais. Sempre nos vale o nosso instinto. Acredito que se o seguirmos, encontraremos sempre as melhores respostas e agora sim, sei o que é o instinto maternal.

De há umas 2 semanas para cá, o João Afonso, depois de comer, passado um bocadinho, começa a ficar muito agitado, a chorar alto e com muitas, muitas lágrimas, que me deixam de coração apertadinho. Inicialmente pensámos que seriam as cólicas, mas depois começámos a pensar que poderia ser o sono, porque enquanto chora e se agita, o João Afonso lá vai esfregando as mãozinhas nos olhinhos. Ao início pegava nele ao colo, mas ao contrário do que se poderia pensar, ele não se calava, continuava muito agitado. Agarrava-o com firmeza e punha-o o mais junto a mim possível, com a chuchinha, que insistentemente mandava fora, dava-lhe umas palmadinhas no rabiosque e passado um bom bocado lá acabava por adormecer, mas depois de uma luta enorme. E isto acontece sempre depois de todas as refeições. Eu ficava desesperada porque ficava de coração partido a ouvi-lo chorar.
Entretanto fomos à Pediatra, que me "deu na cabeça" por deixar o João Afonso adormecer ao meu colo e disse-me que tinha de o ensinar a adormecer sozinho. Eu sei que é importante que ele aprenda a adormecer sozinho, até para se tornar num menino autónomo e para dormir melhor.
Depois de muito pensar acerca disso, esta semana decidi começar a deitá-lo na caminha dele assim que começa a choramingar ao colo, dou corda ao móbile, ligo a música zen, dou-lhe o bonequinho do sono (doudou) e falo com ele baixinho.
Comecei ontem a tentar e já consegui que adormecesse na caminha dele 4 vezes. Ele continua a chorar e a agitar-se, depois lá consigo que acalme e que feche os olhinhos e durma sossegado.
Acho que o meu rapagão lindo não quer dormir, quer é descobrir o mundo, ver tudo o que há para ver e aprender muito....
Entretanto espero ansiosamente que estas "birras" acabem e que ele aprenda que dormir é muito bom e que os Papás estarão sempre com ele quando acordar!





Crescimento do Bébuco

Lilypie Premature Baby tickers